quinta-feira, 2 de junho de 2011

Amor-Engenheiro

Perdi a noção do tempo no momento em que nos beijámos pela primeira vez. Nunca pensei que podia ter-te como namorado - alto, de olhos verdes, abdominais definidos, o total paraíso carnal - mas tenho. Nunca pensei partilhar a minha cama e dormir tantas noites fora, de ter direito a café com leite antes de dormir, de ter camisolas grandes para vestir, de andar descalça no azulejo e de me pôr em bicos de pé para te dar um beijo - mas partilho, durmo, tenho, ando e ponho. Nunca me imaginei a cozinhar contigo abraçado a mim nem ver-te a lavar a loiça em minha casa, de fazer compras para dois, de me adaptar ao que gostas, ao que não gostas - tarefa mais fácil do que se podia pensar - mas é o que tem acontecido. Nunca pensei que o que temos crescesse e durasse - mas está para durar. Nunca quis tanto guardar tantos momentos, quero recordar-me de todos os beijos que me dás, de todas as manhãs em que abro os olhos e tu estás ao meu lado, de todas as vezes em que dizes que me amas, das primeiras vezes para tudo isto, dos momentos em que nos imaginamos juntos no futuro. Nunca pensei encontrar ninguém que me fizesse perder a cabeça, morrer de saudades, questionar a minha sanidade, a minha independência, chorar de medo, de ansiedade, pensar que é para sempre, e encontrei(-te a ti).

(...) Depois vais ter um namorado engenheiro! Talvez daqui por 10 anos!
Dez anos? Estás a pensar continuar comigo até seres um engenheiro?
Porque não?
Vais continuar?
Vamos a ver... Gostavas?
Gostava. ♥

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